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PIZZA NO INTERNATO Não me canso de dizer que uma das épocas mais felizes de minha vida, foi o período de internato no Colégio Arquidiocesano de São Paulo. Foram 6 anos muito agradáveis, à exceção dos domingos à tarde, quando retornava de minha casa em Santo André, após a folga semanal. Justificável, acho eu, pois não há no mundo melhor lugar do que nossa casa, o aconchego da família, mormente para um garoto ainda imberbe. Todavia, logo a vida no colégio retornava ao normal. A rotina de internato pode parecer bem monótona à primeira vista, pois, fechados entre quatro paredes, os alunos que só pensavam em estudo, não tinham outra opção senão estudar. Sem participar de esportes, jogos de salão, e outras atividades, e não tendo criatividade, aquela impressão até poderia ser verdade. Comigo isso não acontecia. Deixo claro que, sempre levei os estudos dentro de uma normalidade, não sendo dos grandes estudiosos, porém, nem dos piores. Muito sociável, e considerado um líder no futebol, sempre consegui manter um círculo bem ponderável de amizade. Uma situação que quebrava a rotina, fugindo do estudo, aula, recreio e missa diária, era a hora das refeições, principalmente, do jantar. O refeitório era composto por diversas mesas que comportavam oito alunos cada. No primeiro dia do ano, aleatoriamente, as mesas eram formadas, e, é claro, havendo certa preferência, entre os que possuíam bom relacionamento. O grupo permanecia inalterado durante o ano todo. Não posso afirmar, mas, tenho quase certeza de que, em determinado ano, pela primeira vez na história do colégio, os integrantes da mesa à qual eu pertencia, no aniversário de um dos componentes, combinamos de nos apresentar devidamente vestidos com o terno azul que era o uniforme oficial, e, se possível, com gravata borboleta. No sentido de dar maior pompa e brilho ao acontecimento. E, com a permissão da direção, fomos autorizados a comprar pizza numa padaria próxima, podendo, inclusive, com moderação, acompanhar a refeição com cerveja, e o tradicional bolo com velas. Verdadeira festa! Foi um sucesso! Nosso exemplo passou a ser imitado por todos os outros colegas!
Escrito por JBlima às 19h20
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COMO TUDO COMEÇOU... Tudo se passou em junho de 1962. Estava cursando o primeiro ano de Direito, e já era funcionário da Prefeitura de São Bernardo do Campo, exercendo funções no Departamento Jurídico. Paralelamente, na parte de lazer, eu frequentava o Bar Quitandinha, na Oliveira Lima, um ícone de Santo André, por ser o ponto de encontro da turma do Clube Panelinha, o mais famoso reduto dos jovens da cidade. Ali acontecia de tudo. Verdadeira vitrine onde as moças da sociedade andreense focalizavam seus pretendidos, e onde tiveram início diversos namoros, noivados,que acabaram em casamentos. Nesse local, nos reuníamos e servia de ponto de partida para os programas sociais, principalmente, festas, bailes e outros acontecimentos. Era o tempo das festas juninas. Estava marcada uma, num sábado, na casa da Maria Marta, que ficava na Avenida Dom Pedro II, no Bairro Jardim. De antemão, sabíamos que lá se reuniria um grupo bem seleto de garotas, pois as amigas da anfitriã formavam uma plêiade de moças bonitas. A previsão se confirmou. Logo que chegamos, já se notou a presença delas, deixando-nos antever que seria uma festa bem agradável. Todas devidamente vestidas em traje caipira, tornando o ambiente alegre, muito divertido. O entrosamento foi automático, todos participando das danças tradicionais, em grupo, tipo cordão, enfileirados formando túnel, para passagem por baixo. Entre um intervalo e outro, colocava-se um disco mais romântico, hora em que, os que “tiravam linha” aproveitavam para uma dança a dois, de rosto colado. Numa dessas, notei uma jovem solitária, morena, bonita, simpática, que jamais havia visto na cidade. Cruzamos os olhares, e começamos a dançar. Passamos o resto da festa juntos, cada um falando de sua vida, o que fazia, gostos, enfim, houve um mútuo entendimento entre nós, tudo indicando o início de uma relação. Seu nome, Iara. No sábado seguinte haveria um baile tradicional no Moinho São Jorge, famoso salão dentro do citado local, muito luxuoso, chamado “Palácio de Mármore”. Promovido por uma entidade beneficente de São Caetano do Sul. O Baile da Pipoca. Combinamos, eu e a Iara de nos encontrarmos lá. Ali, oficialmente, iniciamos o namoro. Lá se vão 50 anos! Em 2015 faremos Bodas de Ouro!
Escrito por JBlima às 19h19
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UMA HISTÓRIA NA PRAIA...! Costumeiramente, ali pelos anos 80, ia com minha família passar o fim-de-semana, feriados prolongados, férias, no Guarujá, Praia da Enseada, na casa dos cunhados Maria do Carmo e Duílio. Lugar muito agradável, casa muito boa, com piscina, churrasqueira e, importante, rodeada de excelentes vizinhos. Destes, o mais achegado era o Orlando, médico oftalmologista, casado com a Regina. Um casal muito simpático, hospitaleiro. Sempre estávamos juntos, principalmente na hora do aperitivo, após a praia. Somos amigos até hoje. O Orlando, apesar de oculista, tinha problemas de visão, usando óculos de grau muito elevado. Porém, essa deficiência não o impedia de ser um bom jogador de sinuca. Sua mesa e tacos eram de ótima qualidade. Geralmente, à noite fazíamos grandes jornadas. Era muito comum, o Orlando convidar amigos de Santos, onde residia (hoje, praticamente sem visão, mora em Atibaia) para jogar sinuca em sua casa. Companheiros do clube que frequentava naquela cidade. Como ele, todos bons jogadores. Certa ocasião, veio um deles, gerente de banco, cujo nome não me lembro. Possuía tacos especiais, acondicionados em finos estojos, demonstrando toda a qualidade dos equipamentos. À altura do jogador! Formamos as duplas, e o jogo se prolongou até altas horas da madrugada. Partidas bem equilibradas. Como o visitante havia vindo de condução, àquela hora não tinha mais meios dele voltar para Santos. Então, resolveu-se levá-lo de carro. Fomos os quatro, o Orlando, o Duílio, eu e o visitante. Atravessando a balsa, sabe como é, os quatro se vendo em liberdade, já com umas e outras na cabeça, resolvemos dar uma esticada a um inferninho famoso, à beira do cais. Só para dar aquela olhadinha. E, sinceramente, não ficamos no local mais do que meia hora, mesmo porque a madrugada já estava em seus extertores. Tudo dentro da maior seriedade! Meros espectadores! Todavia, ao retornarmos para o carro, qual não foi a surpresa, o mesmo havia sido arrombado, e os estojos com os tacos levados pelos ladrões. Conclusão. Deixamos o amigo em sua residência, sem qualquer intenção de levar o caso à polícia. Porém, o incidente serviu de justificativa, no decorrer do dia, para explicar a noitada extravagante. Sem maiores consequências!
Escrito por JBlima às 19h17
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BEM VESTIDO! A história que vou contar é verídica! Aconteceu em Santo André, e como os personagens são bem conhecidos, não citarei seus nomes, apenas os apelidos. Bobagem, todo mundo saberá quem são! Como não há ofensa a quem quer que seja, não vejo qualquer obstáculo em contar o caso. Ligão, Campana e Patola! Os dois últimos, irmãos! Esses os personagens. Ligão sempre foi o mais famoso. Desde moço trabalhou em loja de tecidos, onde adquiriu o dom de desenhar modelos de roupas femininas! Durante muitos anos, nos carnavais, era ele quem modelava as fantasias dos componentes do rancho do Panelinha, inclusive levando este a conquistar, por diversas vezes, o prêmio de melhor desfile. Solteirão convicto, já com idade bem mais avantajada do que os outros dois, vivia enrabichado com alguma mulher. Teve diversas. Nada oficial. Mais tarde, através de vários negócios, lícitos é bom que se diga, conseguiu amealhar certa fortuna, tornando-se empresário de ônibus. Mas, a vida desregrada, a boemia, o levou a perder tudo, com mulheres, jogatina, bebida, e talvez outros vícios mais. Campana, o mais novo dos irmãos, não sei contar com maiores detalhes, num passeio em Assunção, no Paraguai, conheceu uma moça, ficando sabendo, depois, tratar-se da filha de um ministro, membro da ditadura de Alfredo Ströessner. Namorou, casou-se e viveu determinado tempo no citado país, até a queda do governo, no golpe de estado que derrubou o velho general. Depois, voltou para o Brasil com a esposa, que, com o correr do tempo, contraindo determinada grave doença, veio a falecer. O casal teve, ao que parece, dois filhos. O Patola, logo que começou a lutar pela vida, em sociedade com outros amigos da cidade, adquiriu uma pequena indústria química. O negócio cresceu de tal forma, que acabou se transferindo para o interior, Mogi Mirim, se não me engano. De tal forma, repito, que uma multinacional da área de petróleo acabou comprando parte da empresa, tornando-se majoritária. Conhecidos os personagens, a história se desenvolveu da seguinte maneira. O Ligão, com sua vida irregular, já em fase descendente, economicamente falando, morava sozinho num pequeno apartamento, no centro de Santo André, arredores da Catedral do Carmo. Com a morte da mulher, o Campana, cujos filhos não moravam com ele, tendo grande amizade com o Ligão, sem ter onde morar, veio residir no apartamento junto com o amigo. Em determinada ocasião, convidado para um casamento em São Paulo, o Campana necessitava de uma roupa mais chique, pois se tratava de cerimônia de gente socialmente bem postada, exigindo traje adequado. Recorreu ao irmão Patola, sabendo que este possuía roupas de padrão elevado. Os dois se equiparavam em tamanho, de modo que o assunto foi resolvido facilmente. O terno, na realidade, era de alta qualidade, casimira inglesa, confecção de estilista italiano famoso. A roupa foi usada, e nunca mais devolvida! Nada de se estranhar, pois o Campana agiu da mesma forma comigo, quando, em determinada ocasião, há muitos anos emprestei-lhe um “smoking”. Jamais me devolveu! Passado algum tempo, veio a notícia do falecimento do Ligão. O velório estava sendo realizado no Cemitério da Vila Pires, em Santo André. Conhecido como era, o local permaneceu sempre lotado, com os amigos prestando a última homenagem a um velho companheiro de tantas e tantas jornadas. Em certo momento, eis que chegam os irmãos, ambos cumprimentando todos os amigos ali presentes. E, o Patola, ao virar-se para o caixão aberto, vendo o amigo ali prostrado, não se conteve: - É o meu terno!!!
Escrito por JBlima às 17h21
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COISAS QUE ACONTECEM... A época de calor me faz lembrar certas situações engraçadas. Há alguns anos, em vésperas de participar de um encontro profissional, esses seminários, congressos ou coisa parecida, no Nordeste, mais precisamente em Aracaju, telefonei para a secretaria do evento, a fim de me informar sobre o tempo, temperatura. Orientação para feitura da mala de roupas. - Temperatura? Tem gente fritando ovo no asfalto! Noutra ocasião, indo para um fim de semana no Guarujá, já na avenida beira-mar, obedecendo o vermelho do semáforo, entre meu automóvel e outro, emparelhou um motociclista, numa dessas Harley Davidson possantes, com uma garota de fechar o comércio na garupa, bem à vontade, com a parte superior do biquíni e um mini short bem agarradinho. Ouço de um dos ocupantes do outro veículo: - É delivery? Nada a haver com temperatura, mas flagrante também jocoso. Acabamos de efetuar a caminhada diária no Parque Duque de Caxias, em Santo André, e nos dirigindo aos carros estacionados, um amigo aciona o controle remoto, para abrir o seu veículo. Aperta, aperta, e nada. Provavelmente, a bateria havia acabado. Vira-se para mim e diz: - Acho que preciso ir buscar a chave reserva em casa, você me leva? Não acreditei. Olhei bem em sua cara e perguntei: - Por que você não usa a chave do controle? É só colocá-la na fechadura e virar! Tente! Olhou para mim com a maior cara de bobo, abrindo a porta. Tendo uma casa em Águas da Prata, na década de 80, necessitei fazer um reparo no aparelho de TV. Águas da Prata não possuía um desses estabelecimentos. Por telefone me comuniquei com um em São João da Boa Vista, cidade vizinha, de porte bem mais avantajado, pedindo o endereço e como lá chegar. - Sabe onde é o Forum, passando ele, vira à esquerda, depois do "soldado deitado". Estranhei essa expressão. - É a lombada!
Escrito por JBlima às 17h19
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ONDE ESTOU? Uma das figuras mais tradicionais de Santo André, nos meus tempos de adolescente, foi o Jamegão, apelido do motorista de taxi mais famoso da cidade. Tinha um porte bem avantajado, tanto na altura como no peso. Sempre com o indefectível charuto. Nos idos dos anos 50, só havia carros importados, principalmente os de aluguel, e o do Jamegão era um pomposo Cadillac preto. Rabo de peixe como era chamado. Devido ao seu tamanho, tinha Jamegão dificuldade de virar o pescoço. E, também, não era lá essas coisas em matéria de simpatia. Um grosso. Estava ele estacionado no ponto, situado no Largo da Estátua, sentado ao volante, quando uma senhora já de certa idade, abrindo a porta de trás, do lado do motorista, perguntou: - Quanto o senhor cobra para me levar até a Vila Assunção, lá no segundo largo? - O que o taxímetro marcar! Disse secamente. Ato contínuo ela bateu a porta, o Jamegão ligou o automóvel e iniciou a corrida. Vira aqui, entra ali seguiu a viagem sem sequer dar um pio com a passageira. Enfim, chegou ao destino. Parou o veículo, dizendo: - Aqui está bom? Deu ₢$15,00! Silêncio. Insistiu, e não obtendo resposta, com muito custo constatou. Não havia ninguém no carro!
Escrito por JBlima às 17h15
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POSSE NA ACADEMIA 29.03.2012. Foi uma noite mágica e emocionante! Para mim, como já disse, tendo percorrido uma longa caminhada na vida, perante minha família, tantos amigos presentes, a posse na Academia de Letras da Grande São Paulo (ALGRASP), representou um acontecimento inesquecível. Sem dúvida, dos mais felizes! A sede da ALGRASP, localizada em São Caetano do Sul, junto à Biblioteca Paul Harris e da Fundação Pró-Memória, esteve lotada, com cerca de cem pessoas. Juntamente, tomou posse comigo, a escritora Simone Alves Pedersen, já consagrada, com inúmeros prêmios em concursos de literatura pelo Brasil, autora de diversos livros de contos, infantis, inclusive alguns sendo escrito em Braile. Após a abertura da sessão, cantado o Hino Nacional, a Acadêmica poetisa Marina Rolim, sendo minha madrinha no citado sodalício, procedeu a apresentação de seu apadrinhado, num discurso que me emocionou, citando dados familiares, de minha carreira profissional, e literária. Chegou, até, a ler parte de uma das minhas crônicas, onde relato situações vivenciadas em minha infância, constante de meus livros UM PASSADO SEMPRE PRESENTE (2009) e COMO SE FOSSE HOJE (2010). A seguir, fui chamado para proceder ao discurso de posse. Adverti a platéia sobre meu lado emotivo surgido nessas ocasiões, que poderia travar a fala, bem como, o fato de me achar muito melhor escrevendo, do que falando. Todavia, “alea jacta est”! Teria eu de superar esses obstáculos, e fui à luta! Desnecessária, entendo, a repetição de meu escrito, devido ter dado conhecimento a todos os que me lêem, através de meu blog, e do Recanto das Letras. Só posso dizer que a peça oratória foi muito elogiada por todos, e, para satisfação minha, consegui chegar ao fim, sem os entraves mencionados. O evento prosseguiu com os mesmos detalhes em relação à escritora Simone Pedersen, devidamente apresentada pelo seu padrinho, Acadêmico Roberto Carvalho, e, depois, sua belíssima oração de posse. Não posso deixar de agradecer e cumprimentar a Presidente da ALGRASP, Acadêmica Gioconda Labecca, bem como a Secretaria da Academia, a querida Cidinha, sempre disposta a nos dar todo tipo de assessoria e apoio. Assim, hoje sou um imortal...!
Escrito por JBlima às 17h13
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SAINDO DO ARMÁRIO Baseada em fatos reais! Leonardo e Ricardo eram amigos desde a época da mocidade. Moradores de Santo André. Frequentavam festas, bailes e outros programas próprios da idade. Com o passar dos anos, as atividades profissionais, o casamento e outras circunstâncias que a vida impõe, deixaram eles de ter maiores contatos, somente se encontrando em raras ocasiões. Todavia, tendo ambos filhos de idade equivalente, e até mesmo cursando faculdade juntos, volta e meia havia encontros em festas familiares, principalmente. Mas, na realidade, com o tempo, a distância entre os amigos se tornava cada vez maior, inclusive Leonardo e Ricardo, reciprocamente, não conheciam de modo suficiente os respectivos filhos. Nos raros encontros apenas viam uns aos outros, sem aquela fixação necessária das feições. Se, por exemplo, Leonardo passasse na rua por um filho do amigo, não o reconheceria. E, assim era com Ricardo. Já a situação contrária era diferente, os filhos reconheceriam os adultos. Foi o que aconteceu. Determinado dia Luiz Carlos, filho de Leonardo, voltando da academia a pé, cerca de sete horas da noite, escurecendo, foi abordado por alguém num carro que parou no meio-fio da calçada, já com o vidro aberto. Tinha ele algo em torno de 18 anos. Logo, reconheceu Ricardo, amigo de seu pai. - Quer uma carona? Não teve dúvida. Aceitou. - Tudo bem! Você não quer dar um passeiozinho até Santos? - Oi tio, sou filho do Leonardo! Estranhando o convite. Nesse instante caiu a ficha do Ricardo! Mas, já era tarde!
Escrito por JBlima às 17h11
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BOCA SECA Almoçando outro dia com um bom amigo, diversos assuntos foram colocados em pauta, incluindo algumas observações sobre sexo. Afinal de contas, num diálogo entre dois idosos, ele mais velho do que eu, esse tema é normal, mormente com a existência, hoje, das famosas pílulas. O encontro se deu, por ser sábado, dia de reunião de amigos no Clube Panelinha, aqui em Santo André. Tradicionalmente, almoçamos no clube, com a comida feita por nós mesmos. Já me referi a esse fato, em outra ocasião.Naquele dia, por uma questão inexplicável, o grupo falhou, coisa rara! Somente nós dois aparecemos. A alternativa foi escolhermos um restaurante. A conversa se deu, então, na mesa de refeição. Aí vem o amigo e diz: - A "azulzinha", para mim deu um ótimo resultado! - Sem qualquer efeito colateral? - Sim. A única coisa foi me deixar a boca seca! Então, contou-me que, numa das ocasiões acontecida com sua namorada, no apartamento dela, após a relação com auxílio do Viagra, como já esperado, sua boca ficou completamente seca. Desesperou-se, procurando o precioso líquido para matar a sede. Foi, então, que viu no criado mudo ao lado, uma jarra com boa quantidade de água. Aleluia! Deu o maior gole! Só parou quando ouviu: - Minha água benta não!!!
Escrito por JBlima às 18h40
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IMPUREZAS DA LÍNGUA Já disse e escrevi várias vezes, que pertenço a um grupo de “velhinhos” frequentadores do ex-Parque Duque de Caxias, em Santo André. Dos onze componentes, somente dois são sub-sessenta. Fazemos caminhadas todos os dias, sem interrupção, começando às 05:30h. Uma hora de duração. Trata-se de um grupo muito coeso, amigos na acepção da palavra. Todos devem convir que a caminhada, com o correr (?) do tempo, se torna um tanto quanto entediante, devido a uma série de motivos: a rotina, a paisagem que não se altera, o cansaço. Então, devem-se encontrar meios para superar tais obstáculos, tais como, comentar notícias de jornal, resultados do futebol e outros esportes e, principalmente, piadas. Estas prevalecem, mormente porque um dos componentes do grupo, o Alba, trata-se do maior possuidor de repertório de anedotas que conheço. Não há assunto para o qual ele não tenha uma piada. Tem algum outro contador, mas, ninguém se iguala a ele. Outro meio explorado, com o objetivo de amenizar a chatice da caminhada, são as tiradas que surgem no decorrer das conversas, essas resultantes da criatividade da grande maioria dos componentes do grupo. Os trocadilhos são muito frequentes. Nessa linha, aparecem aqueles jogos de palavras, expressões, que usadas num sentido do “só pensa naquilo”, se tornam jocosas. Um mestre nessa linha é o Luiz André. Vou dar alguns exemplos, sempre nascidos de uma pergunta ou um assunto suspeitos. 1) Você quer alguma coisa do Paraguai? Tenho uma prima, a Paula. É só pedir que a Paula traz! 2) O que você tem dá para 20 comer? 3) Vendo o amigo chegar, diz, você não morre mais, acabei de vender a espingarda de matar veado! 4) Pondo a mão no ombro do amigo, pergunta qual a diferença entre o leão e o veado? O leão não deixa! Essas situações, entre uma infinidade de outras na mesma linha, servem para que o esforço praticado se torne mais leve, e para que o tempo passe mais rapidamente. Terminado o exercício, vamos para a Padaria Brasileira, a mais famosa da cidade, na filial da Rua das Figueiras, a fim de tomar um cafezinho. Nesse momento, mais dois amigos se juntam ao grupo. Temos uma escala feita previamente, a quem cabe pagar cada dia. É a coroação do encontro diário. Nessa hora, ainda continua o festival de brincadeiras, piadas, gozações, tudo num ambiente sadio, que serve para estreitar ainda mais os laços de amizade que nos une. Nunca nos esquecendo que, paralelamente ao encontro de amigos, estamos contribuindo, de modo recíproco, para a manutenção da saúde de todos!
Escrito por JBlima às 17h57
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SELVA DE LUTO Ariel morreu. O bom Ariel. Dentre os filhos de mamãe Geyse era o mais comportado. Obediente, o melhor parceiro dela. Auxiliava-a em todos afazeres. Dificilmente se afastava dela. Não era dado a aventuras, como seus irmãos, que desde a mais tenra idade, já apresentavam os dotes de caçadores em busca da subsistência. Essa situação fez com que virasse uma espécie de vítima dos demais habitantes do lugar. Uns o taxavam de tímido, outros de gay. O fato é que ele trazia algo de diferente em seu modo de viver. Na verdade, Ariel não deveria ter nascido leão. Jamais sentaria no trono de “rei das selvas”. Sua vinda ao mundo nessa condição, foi um mero acaso. Sua índole era de um ser que só deveria fazer o bem. Daqueles seres, como alguns humanos, enviados para cumprir um papel do bem. Ser igual a um membro de entidade religiosa voltada para os trabalhos catequéticos, voluntários, missionários, nas comunidades indígenas mais afastadas da civilização. Além de tudo, o quê de ruim a natureza lhe premiou, foi ele ser desprovido de boa saúde. Vivia necessitando dos cuidados de veterinários. Ora problemas respiratórios, ora gástricos, sempre estava em tratamento. Agora Geyse não pode mais desfrutar da companhia de seu filho amado, que não mais aguentando tanto sofrimento, partiu para o lugar onde moram os bons, deixando uma saudade imensa em todos aqueles que gozaram de sua companhia tão gostosa! Descanse em paz, Ariel!
Escrito por JBlima às 17h31
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DISCURSO DE POSSE NA ACADEMIA DE LETRAS DA GRANDE SÃO PAULO Você quer ser universal, disse Tolstoi ao novel escritor, fale de sua rua. Se você quiser ser um pintor conhecido, pinte o seu quintal, respondeu Marguerite Yourcenar. Qual o rio mais importante do mundo ? O da minha aldeia, respondeu Fernando Pessoa. Por que? Ora, porque é o rio que passa pela minha aldeia, ué! Estes são os pilares sobre os quais construí toda a base inicial de minha caminhada pela literatura. Já com a idade bem avançada, a fim de, como costumo dizer “espantar o alzheimer”, comecei a colocar no papel minhas recordações dos tempos de infância, juventude, e fase adulta. Aproveitei um dom me concedido por Deus, que já havia se manifestado desde os primeiros anos de minha vida escolar. Dom que foi se aprimorando durante os anos de vida profissional. Sempre fui um advogado de escritório. Nunca muito ligado às lides forenses, sempre preferindo a tranquilidade da sala de trabalho, na elaboração de pareceres, processos administrativos e outras peças jurídicas. Então, iniciei a narrar minhas primeiras travessuras no quintal da casa onde nasci, em Santo André, na rua Guilherme Marconi, na minha amada Vila Assunção, uma pequena chácara, com as mais diversas espécies de frutos. Recordei dos primeiros chutes, os jogos de futebol dos “moleques da rua de baixo (Agenor de Camargo), contra os da rua de cima(Santo André)”, onde o campo era a própria rua, a bola era de meia, e os gols apenas duas pedras. Lembrei-me dos apitos das fábricas, e do trem com os quais acordávamos, e dos sons do amolador de facas, do soldador de panelas, dos vendedores de sorvetes e biju, do entregador de gelo, e assim por diante. Já numa fase mais adulta, lembrei-me dos primeiros jogos de futebol, defendendo clubes, e do Colégio Arquidiocesano, em São Paulo, onde fiz todo meu curso de humanidades, em regime de internato. Nessa época, nos fins de semana de folga, e nas férias escolares, vindo para Santo André, convivi com a turma do Panelinha, estimado clube andreense, conhecendo as figuras tradicionais, como o bêbado Gasolina, o velho Cabral, sempre carregando um sem número de medalhas no paletó, e um monte de documentos debaixo do braço, “as escrituras” de suas sonhadas dezenas de propriedades, e outros personagens característicos que toda cidade possui. Depois, narrei algumas viagens tanto pelo Brasil, como para o exterior. Seria demasiadamente cansativo, e nem é o momento, citar todas as minhas aventuras, pois o número de crônicas que escrevi, nestes quase três anos, já ultrapassa a 200. Daí surgiram meus dois livros publicados: UM PASSADO SEMPRE PRESENTE (2009) e COMO SE FOSSE HOJE (2010). Advogado formado, passei a maior parte de minha vida profissional, se não toda, na Prefeitura de São Bernardo do Campo, procurador judicial, onde me aposentei como procurador-chefe. Presidi o IMP de SBC e a CRAISA, em Santo André. Como salientou minha madrinha Marina Rolim, poetisa das mais talentosas, de quem falarei mais adiante, em meu breve currículo, sou casado, tenho 4 filhos e seis netos. Sobre meu patrono, o poeta Manoel Antônio Álvares de Azevedo, um romântico, que dá o seu nome à cadeira 14 que passarei a ocupar, por coincidência, o nome da rua em que moro há 40 anos, em Santo André, seus dados biográficos mostram que ele nasceu em 12 de setembro de 1831, em São Paulo. Teve uma vida efêmera, morrendo em 25 de abril de 1852, de tuberculose. Apesar de seus 21 anos de vida, sua obra poética é volumosa. Sarcástico, irônico, e auto-destruidor, foi influenciado por Lord Byron e Musset. A morte sempre esteve presente em sua obra. Tanto que sugeriu como seu epitáfio, à sombra de uma cruz, que se escrevesse: -Foi poeta – sonhou – e amou na vida.(Lembrança de morrer) De sua obra, pincei o poemaAmorAmemos! Quero de amor Viver no teu coração! Sofrer e amar essa dor Que desmaia de paixão! Na tu'alma, em teus encantos E na tua palidez E nos teus ardentes prantos Suspirar de languidez! Quero em teus lábio beber Os teus amores do céu, Quero em teu seio morrer No enlevo do seio teu! Quero viver d'esperança, Quero tremer e sentir! Na tua cheirosa trança Quero sonhar e dormir! Vem, anjo, minha donzela, Minha'alma, meu coração! Que noite, que noite bela! Como é doce a viração! E entre os suspiros do vento Da noite ao mole frescor, Quero viver um momento, Morrer contigo de amor! |
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Declaro ser uma grande honra, para mim, passar a pertencer a esta Academia. Jamais poderia pensar que, um dia, principalmente depois de ultrapassada grande parte de minha estrada nesta vida, estaria eu diante de, primeiro, minha família toda aqui presente, minha esposa Iara, meus filhos José Antonio, Antonio Celso e Luís Felipe, minha filha Patrícia, minha nora Miryan e dois de meus netos o João Vitor e o Gustavo; segundo, meus amigos que ora vislumbro neste momento, e para não cometer a injustiça deixar de citar algum, aponto o Professor Doutor Clóvis Roberto dos Santos, eminente pedagogo, e por fim, de todos vocês, jamais poderia pensar, repito, estar adentrando neste templo da literatura regional, como um de seus membros, tornando-me imortal, o que me deixa extremamente orgulhoso e feliz. Agradeço imensamente à minha madrinha neste sodalício, a premiada poetisa acadêmica Marina Rolim, a indicação de meu nome para dele fazer parte. Conheci a Marina por volta dos anos 70, ela como jornalista do então News Sellers, hoje DGABC. Voltei a vê-la mais recentemente, em eventos literários promovidos pelas municipalidades de Santo André e SCdo Sul. Inclusive, tive a felicidade de estar presente no lançamento de seu livro de poesias REMINISCÊNCIAS, na Casa da Palavra, em Santo André, no ano passado. Magnífico compêndio da excelente obra poética da Marina. Obrigado querida acadêmica! Terminando prometo, citando Fernão Capelo Gaivota, que: “Aqui será a areia fina... A falésia..., onde entre vôos poisarei para descansar e meditar. E depois, voltar a voar, entre o azul do mar, e o azul do céu”. OBRIGADO!!!
Escrito por JBlima às 10h20
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ROGER FEDERER Esse fim de semana que passou foi inesquecível para quem é amante do tênis. Não bastasse, no sábado, a surpreendente vitória de John Isner, americano, sobre o quase imbatível sérvio Novak Djokovic, na primeira semifinal do Máster 1000 de Indian Wells, na Califórnia, ainda tivemos o grande confronto entre Rafael Nadal e Roger Federer. O primeiro jogo ainda tive a felicidade de ver. Isner, 11º do ranking, com 2,06m de altura, é possuidor de um saque eficiente, quase impossível de ser respondido, beirando a casa dos 200km de velocidade. Conseguiu, através dessa sua qualidade, dominar o sérvio, primeiro do ranking mundial, cujo jogo é de uma regularidade acima do normal. Não foi fácil, pois precisou de dois tiebreakers, para vencer por dois sets a um. A segunda semifinal, entre Nadal (2º) e Federer(3º), por motivo de outro compromisso, não pude assistir. O suíço ganhou, provocando, então, a final entre ele e o grandalhão americano, no domingo. Após assistir a grande vitória do São Paulo F. C. em cima do Santos F.C. no futebol, ainda consegui pegar o tiebreaker decisivo do primeiro set da final de Indian Wells. Apesar o serviço do americano Isner, o suíço Federer conseguiu aplacar a força do saque do adversário, respondendo com maestria os verdadeiros foguetes disparados pelo mesmo. Venceu o europeu. Já o segundo set, certamente contando com o cansaço de Isner, e utilizando a frieza que lhe é peculiar, Federer conseguiu a vitória por 6x3, levando o título do torneio. Mais alguns milhões de dólares para sua polpuda poupança. Roger Federer é, na realidade, um fenômeno. Ultimamente, parecia não ter mais vontade de ganhar. Participava de torneios sem a mínima intenção (?) de vencer. Apenas, para manter a atividade, ganhar mais alguns dólares pela presença, não se importando com o resultado. Todavia, pelo que foi visto em Indian Wells, parece que ele mudou de atitude. Voltou a jogar para valer. Impressionante sua frieza na quadra. Nos jogos com adversários de menor nível, Federer nem desarruma o cabelo, não fica suado, saindo da quadra penteado e de a camisa seca, como entrou. Creio que, se assim continuar, logo, logo voltará ao topo do ranking!
Escrito por JBlima às 11h37
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ESQUISITICES E MANIAS A vida em sociedade nos obriga a manter determinadas regras. A maioria delas é imposta não por medidas escritas, como a lei, e, sim, através dos usos e costumes. Todo indivíduo que destoa, que não atende a essas disposições, não quer dizer que esteja cometendo uma irregularidade, fazendo jus a aplicação de penalidade. Apenas cria uma situação bem singular, fazendo com que a pessoa se torne diferente, chamando a atenção de todos, por onde passa. É preciso, também, ressaltar que cada um é dono de seus atos, donde se conclui que ninguém pode obrigar a quem quer que seja, a não agir ou proceder de determinada maneira. Desde que, é claro, não venha esse procedimento, ou ação, a ultrapassar os limites da moral. Se o cidadão quer se tornar evidente, aparecer como se diz comumente, nada impede que assim ele aja. Hoje em dia, temos sido testemunhas de uma avalanche de esquisitices praticadas, especialmente pela população mais jovem. Isto é, em alguns casos, houve certas transformações. O movimento hippie, famoso, iniciado na década de 1960, a partir de Woodstock, implantou entre os jovens, um modo de se vestir completamente diferente do usual, para a época. Atualmente, quase não se vê essa moda. Ela foi substituída por outra, com maior culto ao corpo. O jovem usa camisetas justas, estilo regata, para evidenciar sua musculatura. Eu não concordo com o uso dessas últimas em restaurantes, lanchonetes e outros pontos de alimentação, pelo homem. Dá um aspecto anti-higiênico! Devia ser proibido! Além disso, foi acrescentada ao visual a tatuagem. É difícil, ver jovens, seja de que sexo for, sem uma. Alguns, cobrem inteiramente o corpo com figuras de dragão, e outras imagens. Particularmente, não gosto desse tipo de coisa. É um exagero. Geralmente, são pessoas que, sem sombra de dúvida, têm pretensões artísticas, ligadas ao artesanato, à música. Do mesmo modo, a utilização de “piercings”, no nariz, na língua, nas orelhas, nas sobrancelhas, e em outros lugares impossíveis de se acreditar. Outra moda que está em grande evidência, é o corte de cabelo tipo moicano, característico do Neymar, craque do Santos F.C. Desde meninos até adultos, principalmente jogadores de futebol, é comum vê-los em campo. Têm alguns que pintam ou descolorem os cabelos, ficando bem esquisitos. Enfim, reafirmando que “cada um é dono de seu nariz”, devem aqueles acostumados a praticar as tais esquisitices, levar em consideração a possibilidade delas virem a ser prejudicial em sua carreira, no futuro, visto que, em muitos casos, não haverá condições de se desfazer do modismo adotado.
Escrito por JBlima às 14h38
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AMIGOSUM MOMENTO DE LAZER E DE....(por favor, não me xinguem!!!) DÚVIDA E DIFÍCILDÚVIDA A noite escurece, Por que o dia Não esclarece?
DIFÍCIL Batata palha? Com garfo não dá Porque ela espalha!
Escrito por JBlima às 10h29
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